SOBRE ESTE CUIDADO
Entenda o atendimento.
Ao falar em laser de CO2, é importante distinguir a região tratada e o objetivo do procedimento. O uso na pele do rosto e o uso vaginal não têm a mesma base de evidências nem as mesmas indicações. Antes de considerar uma aplicação, é necessário avaliar a queixa, discutir alternativas e esclarecer os limites do que o tratamento pode oferecer.
Na pele, técnicas de resurfacing com laser podem ser consideradas para determinadas cicatrizes e alterações de textura. A escolha depende das características da pele e da condição a tratar. Existe um período de recuperação, com cuidados orientados pelo profissional, e podem ocorrer alterações de pigmentação, infecção ou cicatrizes. Não se trata de um procedimento sem riscos nem com resultado uniforme.
Para sintomas geniturinários associados à menopausa, o laser vaginal exige cautela especial. A diretriz do NICE recomenda que ele não seja oferecido para essa finalidade fora de um estudo clínico randomizado. Essa limitação precisa fazer parte da informação à paciente: não é adequado anunciar benefícios íntimos garantidos ou tratar o procedimento como substituto comprovado das opções estabelecidas.
A consulta deve esclarecer o diagnóstico, as alternativas disponíveis e se há justificativa clínica para qualquer intervenção. O número de sessões não deve ser o ponto de partida. Primeiro vêm a indicação, as evidências e a avaliação dos riscos; a decisão pode ser não realizar o laser.
Fontes consultadas
Texto educativo elaborado a partir das referências abaixo. A indicação de cuidados depende de avaliação individual.
Quem cuida de você

Dra. Christiany Bellinazzi
Ginecologia e obstetrícia
CRM-ES 6883